Fico imovel, esperando o amanhã chegar… ele não chega… não traz nada de novo, nunhuma solução, nenhuma melhora. Me mantenho firme, quando na mira de olhares, porque quando vocês não estão por perto, desmorono, “sou um muro que chora”.

Então adormeço e peço que o tempo passe rápido, mas ele demora um pouco mais que um piscar de olhos. Outro dia chega.. o mesmo tédio, angustia e melâncolia vêm com ele. Me desespero, quantos dias mais virão? Quantos dias iguais virão?

Não aguento mais.

Pareço forte, mas estou prestes a cair, isso te deixa feliz? Não, não deixa, porque novamente eu não fui perfeita, eu errei, fraquejei, mas aí vai uma novidade: “Eu não sou PERFEITA!” :D

Estou no meu limite e não sei por mais quanto tempo vou conter o choro.

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escrevo enquanto o café esfria, o tempo passa lentamente, a música toca, as lágrimas quase escorrem, as idéias giram em minha cabeça como num furacão de pensamentos.

Verdades crueis

O mendigo acuado debruça-se sobre o prato.
As pessoas passam... nem o notam, nem se importam. E as que notam o olham com despreso, acusando aquele pobre homem sem história de borrar a paisagem cinza da cidade. Ele percebe os olhares acusadores e se envergonha, e os que deviam se envergonhar, seguem, com seus narizes empinados, suas roupas limpas, e seus corações de pedra.

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eu sou um pássaro me trancam na gaiola e esperam que eu cante, como antes eu sou um pássaro me trancam na gaiola mas um dia eu consigo existir e vou voar pelo caminho mais bonito